sexta-feira, 31 de julho de 2009

[R]

[R]
Ai ai, como eu queria poder me congelar agora, voltar pros anos 90 e me descongelar. Ouvir aquele velho e bom barulho do Undergrond de novo. Bater cabeça com letras como as do Raimundos, que continham palavrões e falavam de sexo, mulher, diversão e pedras. Bandas "doidas doidonas" e excelentes para alguns e ao mesmo tempo toscas para outros, que fizeram história na música e no Hard Comedy.


Mas na verdade a ideia desse post não é falar dos "Mundicos", como diz a minha mãe, e sim de uma das músicas dos caras, Nariz de Doze, que por sinal eu acho muito louca!
Tá, o blog fala de fatos relacionados ao medo, terror e piadas sem graça, até aí tudo bem, mas para que então postar uma música dos Raimundos aqui? Simples, pelo conteúdo dela!

Nariz de Doze retrata uma dessas visitas inesperadas de ET's em fazendas, onde "o povo de marte" viram a fazenda de cabeça pra baixo, fazendo com que todas as vacas entrassem no cio, os peixes do poço falassem e com que o cavalo comesse e cagasse tanto que enchesse uma vala.
Hááá, a letra é sem noção assim como esse blog, e por conter um tema ufólogo bem lado B, resolvi postar aqui:


Raimundos - Nariz de Doze

Calamidade, tu viu que diabo foi aquilo que passou
Cumpade, caiu pra lá do outro lado do rio
Minhas vacas entraram tudo no cio
E a fumaça das abelhas de noite queimando a tchara
A água do poço tá salobra os peixe agora "fala"
O meu cavalo come e caga tanto que enche uma vala.
Parece que o mundo todo ficou doido
E eu fiquei de cara pede pra parar só que não para não
Um bicho verde me assustou quase tive um enfarte
Quando olhei para o pasto estavam por toda a parte
Minha espingarda carregada disse:
Eu tô preparada, vamo simbora receber o povo de Marte

Nariz de doze
Fala boca de tucunaré, boca de bote
Levanta, narizinho de morotó.
Tiro bufado pegue a de cano serrado que é melhor.
Venta de jibóia
Boca de gigante, vá chamar beiço de bóia
Que tromba de elefante tá chegando.
Tá na hora de cozinhar vamo comer de dois canos

Foi só na lata beiçudo cuspindo fogo na mata
Devagar, cuidado com o gado pra não errar.
Chegou a pouco de fora e não sabe nem as horas,
Boca de abóbora, chame o caboclo que rouba o ar.
Com um nariz desse tamanho tu erra o tiro
E o terremoto se a pólvora entrar e tu der um espirro
Mas se você boceja agora engole a Terra,
É bem melhor que acaba a guerra
E os marcianos vão falar mais fino.
Ei, de onde vieram esses mulek feio.
Cabeça de abacate com os olhinhos de japonês e essas pistola.
Isso é artefato de boiola, Acho que eu vou comer a bala
Ao mesmo tempo que o Digão sola

Nariz de doze
Fala boca de tucunaré, boca de bote
Levanta, narizinho de morotó.
Tiro bufado pegue a de cano serrado que é melhor.
Venta de jibóia
Boca de gigante, vá chamar beiço de bóia
Que tromba de elefante tá chegando.
Tá na hora de cozinhar vamo comer de dois canos

A letra é boa e cômica, mas tenho certeza que você não entendeu nada e se enrolou quando tentou cantar. Normal, Raimundos é estrofe por segundo, canta rápido que da certo!
http://www.youtube.com/watch?v=QwVnIcIvzQ4&feature=related (Nariz de Doze/Legendado)
Pronto, viva o YouTube!!

Cabeça de abacate com olhos de japonês.
(Raimundos) Procura-se vivo ou morto.

"Hoje eu ouço as músicas dos Raimundos e me pergunto se ainda há essa essência viva em algum lugar, pois nem sei te dizer se o própio Raimundos ainda pulsa. O pior de tudo é vasculhar o mundo músical (nacional) em 360° e não achar nem uma. Sei que existem umas por aí, mas não são bem aproveitadas, hoje o momento é outro, infelizmente.
Sem querer bancar o radical, mais essas bandas de hoje são tudo "sabão na boca", no máximo fazem bolhas, então eu vou ouvindo aquilo que não posso mais ver".

Fui!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário